Psicologia

7 dicas para enfrentar o medo

O medo existe diante de perigo iminentes e que muitas vezes nos impede de avançar. Aqui vão algumas dicas de como enfrentar o medo.

Sentir medo é natural e humano e não há formas de eliminá-lo. Isso por que ele tem como função nos alertar e proteger do perigo. Ele também pode ser definido como a sensação mais instintiva do ser humano.

No entanto, o medo, ao longo do tempo pode se transformar em fobias e até doença. Mesmo assim, ele pode servir como uma peça importante para o nosso próprio crescimento pessoal.

Mas, o que é o Medo?

O medo está presente em muitas situações, que vão desde dizer a verdade perante uma pessoa até enfrentar situações desagradáveis e arriscadas. E ele também construído socialmente conforme a cultura da comunidade em que o indivíduo está inserido.

Existem diversos tipos de medo, aqueles que são racionais (consciência do risco), irracionais (sensação de insegurança), e as consideradas fobias – quando a mente estabelece o que seria “pensamento automático”.

Como enfrentar o medo?

É importante reconhecer quais são as verdadeiras circunstâncias e momentos em que o medo se instala, e também como proceder nessas situações. Prepare-se para desafiá-lo. O medo, em estágios não crônicos — como aqueles da fobia — pode ser suprimido por meio do conhecimento e da prudência.

Enfrentar o medo simplesmente seguindo um roteiro de recomendações não é nada fácil. Falas do tipo “tenha coragem”, na “cara e sem vergonha” são posturas que desconsideram padrões subjetivos de cada personalidade.

Portanto, o autoconhecimento e a ajuda terapêutica são grandes aliados no controle do medo. Além disso, confira algumas dicas que ajudarão você a controlar e enfrentar o medo de forma racional e cautelosa.

Dica 1. Faça autoanálise

A reflexão sobre nossos sentimentos que nos causam o medo é a primeira atitude que devemos ter. É necessário ter uma análise profunda e meditativa sobre os aspectos mais íntimos de nossa consciência. Também é importante realizar uma observação atenta de nossos obstáculos mentais e emocionais. Sem isso, será impossível chegar a esta exploração interior.

Dica 2. Escolha consciente

No momento em que o medo se aproxima, tente criar alternativas e escolhas para a situação. Observe como a sensação de medo traz consigo memórias do passado e tente desatá-las mentalmente. Uma boa dica é usar a abstração, ou seja, sair da posição de enfrentamento para a de observador. Enxergando a situação que causa ansiedade sob outra perspectiva reduz o medo.

Dica 3. Conhecendo o inimigo

O medo deve ser exposto aos poucos em relação ao objeto que causa temor, desde que atenda às fronteiras de si e do outro. Como forma de realizar isso, observe ativamente como outras pessoas lidam com esse objeto em especial e descreva o método. Estude o objeto com clareza e não antecipe percepções.

Dica 4. Silencie a mente

A prática meditativa é uma forma conhecida de autoconhecimento. O medo faz com que a pessoa entre num estado de ruído mental e confusão psicológica. Nesta condição os pensamentos são condicionados diretamente para o fortalecimento da sensação de ansiedade e pavor. E isso gera um diálogo interno intenso, obstruindo a clareza e a objetividade do indivíduo.

Dica 5. Tenha autocontrole

Medos e fobias também têm relação direta com a ansiedade.

A opção por métodos que buscam a serenidade, como controle respiração, exercícios físicos e meditação são excelentes indicações para manter a saúde da mente.

Dica 6. Compartilhe seu medo

Compartilhar seu medo não é criar peso em outras pessoas com seus problemas. É trocar experiências construtivas sobre suas fobias e tensões. Isso facilitará, de certa forma, um desbloqueio emocional e os ruídos mentais. Preste atenção nas reações das pessoas quando comentar.

Dica 7. Procure um especialista

Não hesite em procurar um profissional, seja o seu medo crônico ou simples. Isso por que seu medo geralmente é associado a algo mais profundo, e um profissional poderá ajudá-lo a explorar isso. E não importa o tamanho e a complexidade do medo: ele pode ser tratado com o acompanhamento do psicólogo.

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06/04/2020